sábado, dezembro 20
Demorou um bocado para o disco da Beth Gibbons descolar uma vaga na minha wishlist, visto que não tive saco para baixar uma mísera música que fosse no Soulseek. Ao mesmo tempo, não iria arriscar meus tostões dando um tiro no escuro. Felizmente, o Multishow exibiu um trecho de sua apresentação no Tim Festival e facilitou a minha vida (o som era menos eletrônico do que eu temia). Concluí que seria uma boa trilha sonora para aqueles momentos em que fico ensimesmado (o que corresponde à maior parte da minha existência). Só que para adquiri-lo numa loja online eu teria que gastar quase 35 pratas. Chance zero. Foi aí que o raciocínio lógico entrou em campo. Encontro-me no Rio de Janeiro, balneário ensolarado habitado por gente bonita e sarada, e palco do recente show da Beth Gibbons. Cheios da grana e sempre atentos ao modismo da semana, os bonitos e sarados certamente acorreram em massa ao supracitado festival. É batata, nessas ocasiões eles compram o álbum mais recente das principais atrações e decoram o nome das músicas, fato que lhes permite exibir sua suposta erudição nas rodas de bate-papo. Bastava-me aguardar pelo exato momento em que, enfastiados e ansiosos por uma novidade, eles resolvessem desovar os ultrapassados cds. Ontem, espírito confiante, parti rumo à loja de discos usados. Lá, dirigi-me à prateleira de cantoras internacionais, letra B. Encontrei-o pelo módico preço de 16 reais. Eis uma valiosa lição, pequeno gafanhoto: A paciência é uma grande virtude.
sexta-feira, dezembro 19
Não dá mais para tentar ignorar, aquela inevitável data festiva está cada vez mais próxima. E na seqüência ainda tem o malfadado acontecimento que obriga todo mundo a trocar a folhinha na parede. É isso mesmo. Embora eu esteja sendo demasiadamente sutil, acho que deu pra notar que detesto esta época do ano.
Ao observar a página inicial do meu blog, constatei que um post datado de junho ainda estava sendo exibido. Que vexame. Espero estar liberto da apatia no próximo ano e atualizar esta página com mais freqüência. Eu até gosto de escrever aqui, mas não consigo sair do buraco emocional (deve ser mais fundo do que aquele onde acharam o Saddam). É, 2003 foi péssimo, não vejo a hora que acabe.
Ao observar a página inicial do meu blog, constatei que um post datado de junho ainda estava sendo exibido. Que vexame. Espero estar liberto da apatia no próximo ano e atualizar esta página com mais freqüência. Eu até gosto de escrever aqui, mas não consigo sair do buraco emocional (deve ser mais fundo do que aquele onde acharam o Saddam). É, 2003 foi péssimo, não vejo a hora que acabe.
quinta-feira, dezembro 11
Engraçado, nos últimos dias bateu uma vontade de escutar novamente os discos dos Smiths. Só não sei se isso é bom sinal (estarei deprimido? Ou apenas nostálgico?). Ontem à noite, enquanto o Hatful of hollow tocava, deixei a tv sintonizada na Fox. Peguei, já pela metade, uma comédia romântica com a Drew Barrymore, Nunca fui beijada. Como era uma versão legendada deu pra acompanhar mesmo com a tv no mudo. No instante em que Please, please, please, let me get what I want fechou o disco, acionei o som da tv para poder acompanhar o restante do filme de maneira mais apropriada. A cena se passava no baile de formatura e tinha como trilha sonora... Please, please, pleas... bom, vocês já sabem o nome. Eu sempre fico impressionado quando essas coincidências acontecem. Pena que eu nunca fui bom em fazer contas, gostaria de saber quais as probabilidades matemáticas envolvidas.
sexta-feira, dezembro 5
Sei lá, talvez eu seja meio ranzinza, mas toda vez que eu vejo no noticiário o Lula deitando falação sobre o que os países desenvolvidos devem fazer ou deixar de fazer, lembro logo daquele filme do Peter Sellers, "O rato que ruge".
Já fui bem mais implicante, né? Antigamente eu estava sempre disposto a fazer um comentário ácido. De uns tempos pra cá, adotei a política do pouco se me dá... o que certamente explica a escassez de posts.
Já fui bem mais implicante, né? Antigamente eu estava sempre disposto a fazer um comentário ácido. De uns tempos pra cá, adotei a política do pouco se me dá... o que certamente explica a escassez de posts.
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